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Janeiro Branco e masculinidades positivas: cuidar da saúde mental também é coisa de homem

  • Foto do escritor: Mapear
    Mapear
  • 20 de jan.
  • 2 min de leitura

Janeiro Branco é uma campanha nacional dedicada à conscientização sobre saúde mental, convidando a sociedade a refletir sobre emoções, comportamentos e relações. Em um país marcado por altos índices de ansiedade, depressão e suicídio, falar sobre saúde mental é uma necessidade coletiva. Quando esse debate se cruza com a discussão sobre masculinidades, ele revela desafios específicos vividos por homens, especialmente aqueles atravessados por padrões rígidos de gênero que ainda associam força ao silêncio e vulnerabilidade à fraqueza.


Dados e pesquisas mostram desafios claros em torno da saúde mental masculina. Segundo informações do Ministério da Saúde com base em dados da Organização Mundial da Saúde (OMS), no Brasil homens apresentam risco quase quatro vezes maior de morte por suicídio em comparação com mulheres. Dados globais sugerem que cerca de 75% de todas as mortes por suicídio no mundo são de homens. Além disso, pesquisas internacionais indicam que homens são menos propensos a buscar tratamento ou apoio psicológico do que mulheres, e são diagnosticados e tratados com menos frequência, apesar de taxas semelhantes de transtornos como ansiedade e depressão entre os gêneros.


Essa combinação de fatores — maiores taxas de suicídio e menor procura por ajuda — evidencia a urgência de repensar as construções sociais que moldam o que significa “ser homem” na sociedade atual.


É nesse contexto que o debate sobre masculinidades positivas ganha centralidade. Masculinidades positivas não significam negar a identidade masculina, mas ampliar suas possibilidades. Trata-se de reconhecer que homens podem expressar sentimentos, cuidar de si, construir relações baseadas no respeito, no diálogo e na corresponsabilidade emocional. Promover essas novas referências contribui para o bem-estar individual e para a construção de relações mais saudáveis nas famílias, comunidades e territórios.


O Janeiro Branco reforça que cuidar da saúde mental é um ato de responsabilidade social. Para os homens, isso envolve romper com estigmas, falar sobre emoções, buscar apoio psicológico quando necessário e participar ativamente da construção de ambientes mais acolhedores. Iniciativas educativas, ações comunitárias e políticas públicas que abordem gênero e saúde mental são fundamentais para estimular essa mudança cultural desde a infância.


Ao relacionar Janeiro Branco e masculinidades positivas, o Instituto Mapear reafirma seu compromisso com a promoção de uma cultura de cuidado, prevenção e transformação social. Falar sobre saúde mental é falar sobre direitos, qualidade de vida e justiça social. Incentivar homens a cuidarem de si e dos outros é um passo essencial para uma sociedade mais saudável, empática e consciente.

 
 
 

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